Conclusões
 

A nossa convicção nesta proposta e a conseqüente implantação desses processos de comunicação e aprendizado nos convencem que estes tipos de atuação constituem forma eficaz e apropriada para uma nova metodologia de difusão do saber e de partilha social.

Assim, a união dos pesquisadores integrados ao projeto sedimentará um conjunto novo de princípios que regerão os assuntos arrolados em suas respectivas áreas de atuação, cobrindo desde aspectos técnicos da edição de periódicos impressos e eletrônicos até os limites éticos e legais que regem as atividades do comunicador, passando pelas formas de administração e pela vocação de mediação entre fonte e receptor dos veículos de comunicação.

Visa ainda fornecer o conhecimento e propiciar o aperfeiçoamento a estudantes e profissionais no contato e aplicação das técnicas de comunicação (textuais, sonoras e gráfico-visuais) específicas do ciberespaço e da tecnologia digital.

Essa coerência metodológica aponta para pressupostos comuns que recentemente passaram a preocupar os estudiosos da comunicação. Advindos da teoria da recepção, estes novos paradigmas desestruturaram alguns mitos antes tidos como incontestes, justamente porque não mais limitavam os campos em parâmetros delineados pela comunicação restrita a um ambiente geográfico -e a um grupo social conhecido dos responsáveis pela codificação das informações.

Com a quebra desses limites espaciais e a explosão potencial do número de receptores, uma nova ordem de codificação está sendo criada, podendo ser agrupada em algumas hipóteses iniciais, quando se confronta a práxis comunicacional tradicional com as novas formas de disponibilização do conhecimento:

1. A utilização das infovias mudou a linguagem e as formas de edição das informações. O número de palavras para compor os relatos é menor que a praticada nas formas de comunicação tradicionais e a especialização dos veículos tende a segmentação ainda maior que as observadas atualmente.

2. A imagem, pela semelhança dos equipamentos de recepção com os monitores, tende ao uso de cores, movimentos, trazendo novas formas tipográficas para as infografias. Mas, sobretudo, trazem a interatividade como recurso de comunicação altamente sedutor.

3. Os campos paralelos à edição, principalmente administração, ética e direito adquiriram conceitos e métodos próprios para as atividades quando comparados àquelas praticadas pelas atuais formas de veiculação.

4. O profissional/acadêmico, quando pressionado pela possibilidade de disseminar informações em tempo real e munido de aparatos tecnológicos (que permitem essa atuação) tem perfil que o está diferenciando dos profissionais da área impressa ou eletrônica tradicional e percebem o espaço de trabalho (de redação) se reduzindo em área e se estendendo a escritórios dentro de seu próprio domicílio.

Essas hipóteses principais têm desdobramentos que deverão ser enfocados pelo(s) pesquisador(es) em suas especificidades e espera-se que a busca de comprovação gerará conhecimentos que serão importantes para essa nova prática de comunicação.

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